Podemos dividir o equipamento para exploração de cavernas em duas categorias: individual e coletivo. Na primeira estariam os itens que todo espeleólogo deve ter, tais como capacete, iluminação, roupas, mochila, etc. O coletivo seriam equipamentos utilizados por uma equipe de exploração, independentemente no número de pessoas. Os seja, cordas, fitas e mosquetões para ancoragem, entre outros. Tanto o equipamento individual quanto o coletivo variam de acordo com o tipo de gruta a ser explorada, tempo de permanência e objetivos dentro da caverna.

Equipamento individual básico

  • Capacete

    Item obrigatório. Além de proteger a cabeça contra quedas de pedras e saliências no teto das grutas, serve para sustentar a iluminação frontal permitindo que o espeleólogo mantenha-se com as mãos livres e tenha sempre a luz na direção desejada. Existem vários modelos importados e nacionais adequados ao uso espeleológico, mas só devem ser utilizados os modelos com jugular.

  • Lanterna de carbureto

    É o tipo de iluminação mais utilizado e difundido em todo mundo. Existem dezenas de marcas e modelos, mas Ariane (fabricada pela Petzl - França) é a que consegue reunir o maior número de qualidades. Leveza, resistência, economia e confiabilidade devem ser alguns aspectos analisados na hora de adquirir esse equipamento, que pode ser considerado o item mais importante em toda indumentária espeleológica. Normalmente é utilizada presa ao cinto por um mosquetão. O gás que é produzido pela lanterna é canalizado por uma mangueira até a iluminação frontal, fixada no capacete.

  • Iluminação frontal

    Normalmente é formada por um conjunto compreendendo um refletor acoplado a um queimador (bico de porcelana). Os modelos mais modernos possuem um sistema de acendimento tipo "magic clik" e uma lanterna elétrica conjugada. No modelo mais recente da Petzl, esse conjunto elétrico possui duas lâmpadas com potências diferentes que são alimentadas por 4 pilhas tamanho AA ou bateria recarregável.

  • Botas

    Duas coisas devem estar em bom "funcionamento" num espeleólogo: a cabeça (em seu aspecto psicológico) e os pés. Um braço machucado, uma mão cortada ou mesmo uma dor de estômago não impede ninguém de explorar uma caverna. Mas uma unha encravada... Por isso, um bom par de botas deve fazer parte do vestuário de qualquer espeléologo. Modelos leves, confortáveis e com solado aderente devem ser preferíveis.

  • Macacão

    Resistente, leve e que facilite os movimentos são os principais requisitos do traje espeleológico. Dentro dessa linha, o macacão surge como a melhor opção, podendo sofrer variações quanto ao modelo, tipo de material, comprimento das mangas, etc. Para a maioria das grutas devemos optar pelos confeccionados em tecido (brim e similares), mas nas grutas molhadas e frias o nylon é o mais recomendado. Devem ser evitados modelos com muitos bolsos, botões e outras saliências que só servirão para dificultar a passagem em locais estreitos.

  • Cinto

    Deve ser feito de material forte, sendo o seu fechamento (feito de argolas ou mesmo com uma malha rápida) resistente a esforços bem maiores que o peso da lanterna de carbureto. Isso porque muitas vezes esse acessório pode ser utilizado como cadeirinha para descer pequenos lances verticais ou dar segurança a outra pessoa.

  • Mochila

    Na realidade o que estamos chamando aqui de mochila é basicamente um saco com alças. Quanto menos detalhes como bolsos externos, fivelas e fechos, mais fácil será de ser transportado dentro da gruta. Dentro de uma caverna as passagens nem sempre são amplas. Muitas vezes, em locais estreitos, a mochila tem que ser arrastada ou empurrada pelo espeleólogo. A maioria das mochilas feitas especialmente para o uso espeleológico são de material emborrachado que garante uma certa estanqueidade, mas nada impede que elas sejam fabricadas de lona ou cordura. É importante que ela seja dotada de um ponto para sustentação vertical, ou seja, uma argola ou corda por onde ela possa ser rebocada em abismos. O tamanho pode variar de acordo com o tipo de gruta e quantidade de equipamento a ser transportado.

  • Bóias e salva-vidas

    Nadar numa caverna não é uma tarefa muito fácil. Principalmente quando se está com botas, macacão e carregando uma mochila. Nesses locais costumamos utilizar salva-vidas, ou bóias (câmaras de ar de automóveis). As bóias têm a vantagem de permitir que a pessoa permaneça com boa parte do corpo fora da água, além de poder se locomover mais rápido. Em locais estreitos, o salva-vidas leva vantagem.

    Equipamento individual avançado

  • Equipamento "vertical"

    Para a exploração de grutas verticais (abismos) foram desenvolvidos uma série de equipamentos. Uma vez respeitadas as suas limitações utilizados com a técnica correta, proporcionam uma exploração segura e eficiente.